domingo, 31 de julho de 2011

Caminhada de Julho

Eram portugueses e espanhóis. Mas a linguagem engana, pois eram muito mais elas do que eles.
Vieram pela mão da Caritas e ajudaram a pintar a Escola Viva. Caminharam pela charneca de S. Pedro.
E aprenderam o preço verdadeiro dum bom copo de vinho, antes dele aparecer assim à nossa mesa, engarrafado na Austrália.

sábado, 25 de junho de 2011

Mercadinho

O mercado semanal da Rio Vivo, aos sábados de manhã, é um sucesso. Ali no enxido, à sombra das faias verdes, ensaia-se uma nova maneira de viver.
Regateiam-se alfaces da horta, velharias esquecidas, cebolas, ovos, cerejas, cestinhos de verga, pinhas bravas, frascos de mel, pulseiras de conchas africanas, paus pretos macondes, doces de ginja, vasos de gerânios, eaux de cologne espanholas, caixinhas de jóias de madrepérola, velas coloridas, infusões de sabugueiro, missangas de plático, caixas de framboesas...
O que é que é preciso mais?!

Encore

O S. João em S. Pedro

Com as sardinhas da Caetana!

terça-feira, 21 de junho de 2011

2º CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO RIO VIVO

TEMA: Os Caminhos do Futuro
Data: 6 e 7 de Agosto 2011
Local: Pavilhão multiusos de S. Pedro do Rio Seco

PROGRAMA

Sábado, 6 de Agosto
09H30 - Recepção dos congressistas
10H00 - Abertura - António André
10H30 - A Horta Vivo em Noz/Prémio Riba-Côa 2011 - José Lambuça
11H00 - A Horta Vivo em Noz/Prémio Riba-Côa 2011 - Tiago Barbosa
11H30 - Pausa/café
11H45 - Escola Viva/Actividades e Projectos - Caetana Serôdio
12H15 - O mexilhão de água doce na Ribeira de Tourões - Amândio Caldeira
12H30 - Apresentação do trabalho sobre os lobos - Duarte Pereira e Sara Pinto
12H45 - Debate
Patente no Pavilhão a Exposição de Fotografia dedicada a Eduardo Lourenço
13H00 - Almoço Livre
14H00/16H30 - Animação de Rua. Grupo de gaiteiros transmontanos Anda Camino
17H00 - Homenagem a Eduardo Lourenço.
Descerramento do monumento evocativo. Intervenção do Comissário dr. António José Dias de Almeida.
Descerramento de placa evocativa na casa da infância do homenageado.
Estreia do filme "Regresso sem Fim" - um documentário com Eduardo Lourenço. (Co-produção RTP 2 - CEI)
Alocução do dr. Luís Queirós, Presidente da Associação Rio Vivo.
Alocução do dr. Guilherme de Oliveira Martins, Presidente da Comissão de Honra.
Alocução do homenageado, prof. Eduardo Lourenço.
19H00 - Lanche volante
21H00 - Espectáculo musical "PESSOALMENTE". Doze poemas de Fernando Pessoa, musicados e interpretados por Jorge Ribeiro, Julieta Silva e Pierrot Ribeiro.

Domingo, 7 de Agosto
08H00 - Caminhada "A folha de S. Pedro".
08H30 - Percurso BTT "Calejas de S. Pedro".
11H00 - Teatro de Rua da Escola Viva no largo da Sede.
13H00 - Almoço livre.
15H00 - Mercado de S. Pedro (junto ao pavilhão).
Jogos tradicionais:
- malha/cântaro/raiola/sueca - Sede da Associação Rio Vivo
- ferro/corda - Enxido.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Maio

Pelas encostas abrolham as videiras.
O verão já não demora, e há bocas sequiosas, e o néctar é urgente.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ciclo do Linho

[Não se trata aqui de ensinar nada a ninguém. Sobretudo a quem sabe que, nestes saberes, há pequenas variantes locais, nas práticas e nas designações.
Trata-se apenas de sistematizar, e guardar para memória futura.]

Em Março, lançar a linhaça à terra, no velho gesto do semeador. Ranhar o solo, à sachola, duas vezes. As sementes não devem ficar fundas, porque as plantas serão arrancadas.
Arrancam-se quando as cantarinhas estiverem maduras. Ripam-se num ripanço, e recolhe-se a linhaça nova.
Enfeixa-se o linho em molhos, que são mergulhados na água, para curtir, durante 15 dias. A água pode ser parada, e quanto mais quente melhor.
Ao fim de 15 dias, leva-se uma amostra ao maçadoiro, para ver se o linho está curtido e dá bem a casca. Não dando, fica na água mais alguns dias.
Depois estende-se ao sol, para enxugar os caules. Após o que se maça, no maçadoiro.
Em seguida tasca-se no cortiço, com a espadela, para o libertar do casco. Fica a estriga de linho junto com a estopa. Os marelos são um sub-produto a rejeitar.
Depois é necessário assedá-lo, passá-lo no sedeiro, para separar o linho (mais nobre) e a estopa (mais grosseira). Daí resultam as estrigas.
Segue-se a fiação, com roca e fuso, de que resultam as maçarocas.
No sarilho fazem-se as meadas, a partir das maçarocas. Desmontando o sarilho, retiram-se as meadas, atadas pelo umbigo.
As meadas são cozidas com cinza, para branquear.
Lavadas no tanque, faz-se com as meadas uma barrela. Com cinza, sabão e água quente, para novo branqueamento.
No orgadilho (dobadoira), fazem-se os novelos.
E com eles urde-se a teia, na urdideira. Cada fio no seu dente.
Instalar a teia no tear.
Encher as canelas no caneleiro. As canelas são sucessivamente alojadas na lançadeira, espécie de naveta que transporta o fio, para um lado e outro, na teia. A perdizela é um pequeno eixo, dentro da lançadeira, que segura a canela.
Depois é só tecer, recolher as varas, e preparar o bragal.