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O macho alimentou a fêmea, apresentou-se como companheiro e a fêmea aceitou-o. E assim começou o jogo nupcial. Nenhum deles mostrara qualquer excitação exterior, qualquer alegria exibicionista. O macho deu o caracol à fêmea, esta recebeu-o, o casamento estava selado.
Agora cada um procurava alimento para si próprio, sem prestarem atenção um ao outro, embora se mantivessem próximos. E, como nunca antes, o macho sentia-se atraído pelo montão de pedras, junto à curva do rio, na tundra distante.
Quando chegou o crepúsculo levantou voo, circulou sobre a fêmea e chamou-a. Ela lançou-se para o ar, e juntos voaram para o interior, sobre as elevações que bordejavam a costa. Depois do escurecer poisaram numa encosta coberta de ervas e dormiram um junto do outro, os pescoços quase se tocando. O macho sentia-se renascer, uma outra vida tinha começado.
Ao romper do dia regressaram à praia. Depois voaram mais rapidamente para norte, cerca de quinze quilómetros em cada etapa. De vez em quando faziam pausas para comer, mas a tundra chamava cada vez mais fortemente. Cada dia que passava voavam mais longe e comiam menos do que na véspera.
No princípio de Fevereiro estavam já a 1600 quilómetros do ponto de partida. E como sempre, na sua viagem para norte, paravam nos charcos à beira-mar. Era primavera, e as gónadas produziam cada vez mais hormonas sexuais, que lentamente faziam crescer a sua excitação. Muitas vezes o macho interrompia bruscamente a busca de alimento, e pavoneava-se em frente da fêmea como um galo de combate, com a plumagem do pescoço tufada e as penas da cauda emplumadas em leque sobre o dorso. Aí a fêmea inclinava-se com as asas frementes, e pedia comida como se fosse um pintaínho. O macho oferecia-lhe um petisco, os seus bicos tocavam-se, e com isso terminava o jogo nupcial.
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sábado, 31 de julho de 2010
Planeta-Mãe - 21
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MODO DE VIDA E MODELO ECONÓMICO
Esta lista de fenómenos explicativos do aumento da procura nos mercados mundiais de alimentos não é exaustiva. Mais ainda do que as razões da baixa de produção, ela revela que as tendências em curso partilham com ela a mesma causa fundamental: o nosso modo de vida ocidental e as necessidades que daí decorrem.
Resolver o problema da fome no mundo, e evitar que um dia nos atinja, passa necessariamente por pôr em causa o nosso modo de vida, os nossos valores, o nosso modelo sócio-económico. Os números da fome no mundo, nas últimas décadas, acompanharam os números da obesidade nos países desenvolvidos. E muito antes de viver uma situação de penúria, a subida de preços dos produtos alimentares bem pode conhecer uma amplitude e uma brutalidade que temos hoje dificuldade em imaginar. Vários factores alimentam a volatilidade dos preços…
OUTROS FACTORES QUE INFLUENCIAM OS PREÇOS
Para além dos riscos de escassez, há outros parâmetros que pesam sobre os preços dos produtos alimentares nos mercados mundiais. Além do seu preço ligado ao modo de produção, os factores económicos e políticos são igualmente determinantes.
Uma agricultura dependente do petróleo
São necessárias 3 toneladas de petróleo para produzir uma tonelada de adubo azotado. São necessários 3 litros de petróleo para produzir uma salada cultivada em estufa aquecida. O mesmo para um quilo de tomate. Sete litros de petróleo são consumidos para obter um quilo de carne, etc.
Duma forma geral, a agricultura intensiva consome entre 5 e 10 kilojoules de energia-petróleo para produzir 3 kilojoules alimentares. Neste modo de produção, quando os preços da energia sobem, os dos alimentos seguem atrás.
A subida dos preços dos produtos alimentares, constatada desde o início dos anos 2000, estava em parte ligada a este fenómeno. Era a lei da oferta e da procura no mercado do petróleo que fazia subir os preços dos alimentos. A especulação em alta sobre o preço do barril de petróleo intensificou-se a partir do fim do ano de 2007, ao mesmo tempo que se aplicou às matérias-primas e aos produtos agrícolas.
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MODO DE VIDA E MODELO ECONÓMICO
Esta lista de fenómenos explicativos do aumento da procura nos mercados mundiais de alimentos não é exaustiva. Mais ainda do que as razões da baixa de produção, ela revela que as tendências em curso partilham com ela a mesma causa fundamental: o nosso modo de vida ocidental e as necessidades que daí decorrem.
Resolver o problema da fome no mundo, e evitar que um dia nos atinja, passa necessariamente por pôr em causa o nosso modo de vida, os nossos valores, o nosso modelo sócio-económico. Os números da fome no mundo, nas últimas décadas, acompanharam os números da obesidade nos países desenvolvidos. E muito antes de viver uma situação de penúria, a subida de preços dos produtos alimentares bem pode conhecer uma amplitude e uma brutalidade que temos hoje dificuldade em imaginar. Vários factores alimentam a volatilidade dos preços…
OUTROS FACTORES QUE INFLUENCIAM OS PREÇOS
Para além dos riscos de escassez, há outros parâmetros que pesam sobre os preços dos produtos alimentares nos mercados mundiais. Além do seu preço ligado ao modo de produção, os factores económicos e políticos são igualmente determinantes.
Uma agricultura dependente do petróleo
São necessárias 3 toneladas de petróleo para produzir uma tonelada de adubo azotado. São necessários 3 litros de petróleo para produzir uma salada cultivada em estufa aquecida. O mesmo para um quilo de tomate. Sete litros de petróleo são consumidos para obter um quilo de carne, etc.
Duma forma geral, a agricultura intensiva consome entre 5 e 10 kilojoules de energia-petróleo para produzir 3 kilojoules alimentares. Neste modo de produção, quando os preços da energia sobem, os dos alimentos seguem atrás.
A subida dos preços dos produtos alimentares, constatada desde o início dos anos 2000, estava em parte ligada a este fenómeno. Era a lei da oferta e da procura no mercado do petróleo que fazia subir os preços dos alimentos. A especulação em alta sobre o preço do barril de petróleo intensificou-se a partir do fim do ano de 2007, ao mesmo tempo que se aplicou às matérias-primas e aos produtos agrícolas.
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domingo, 25 de julho de 2010
Horta
Para o ano a horta da Rio Vivo há-de produzir, há-de brindar-nos com as suas primícias. Com a sabedoria do Falcão, e a mão de obra que não faltará.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Um mundo feito à mão-20
[Os dois deuses são do horário de verão; ao horário de inverno correspondem Hefesto e Afrodite]
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Um mundo feito à mão-18
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Às armas!
A primeira obrigação, a tarefa mais urgente de todos os sócios da RIO VIVO, caso possam estar presentes, é procederem à sua inscrição no 1º Congresso.
Podem fazê-lo por telefone (961 281 773/outro de que disponham) ou através do mail a.rio.vivo@gmail.com.
Não falo, obviamente, daqueles associados que já assumiram funções a desempenhar, porque esse facto os inscreve. É aos restantes que a coisa diz respeito.
Entenderão que toda a logística depende do número de presenças. É importante sabê-lo tão cedo quanto possível.
Dois sócios dois, já o fizeram, honra seja feita ao bom exemplo!
Quanto ao resto, entre amigos e fãs e curiosos, já se inscreveram catorze!
É o carro a andar à frente dos bois, imagem curiosa mas pouco edificante!
Podem fazê-lo por telefone (961 281 773/outro de que disponham) ou através do mail a.rio.vivo@gmail.com.
Não falo, obviamente, daqueles associados que já assumiram funções a desempenhar, porque esse facto os inscreve. É aos restantes que a coisa diz respeito.
Entenderão que toda a logística depende do número de presenças. É importante sabê-lo tão cedo quanto possível.
Dois sócios dois, já o fizeram, honra seja feita ao bom exemplo!
Quanto ao resto, entre amigos e fãs e curiosos, já se inscreveram catorze!
É o carro a andar à frente dos bois, imagem curiosa mas pouco edificante!
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